o que se vê aqui, de cima pra baixo, é leitura vertical, não oriental, vertical, como dizia um tal de walter a respeito ben da min linguagem do cinema: autoritária. pode ser vista também como um totem de imagens inúteis empilhadas junto a comentários prazerosos porém igualmente inúteis, e que no entanto pode ser lido de baixo pra cima:
para ver um pouco sobre alguns trabalhos, em pdf, clique no link abaixo.


montei o trabalho aonde o rio no clube dos democráticos com a especial ajuda de uma galera: carioca, colombiana, espanhola, mexicana, suíça, americana, inglesa, dinamarquesa e africana. um vai e vem de gente, de gênero, de amizade, de colaboração, de coloração e de contraste. a mão de obra paulista, fora eu, não compareceu no suadouro daquele de fevereiro-março, mas o apoio espiritual de longa data esteve presente e na abertura o wallace apareceu de longe para onde aonde o rio prestigiar. há de se contar que o impecável mosaico de parquêt de madeira clara e escura de 1932, que originou o trabalho, foi realizado com esmero por paulistas, por artesãos da extinta empresa parquêt paulista, que era a que melhor fazia pisos desse naipe no brasil. portanto, a mão de obra paulista esteve sempre presente aonde o rio, em todo o processo e dura labor de brincar e se relacionar com o espaço e piso aonde dançaram gerações, onde muitas mulheres foram convencidas e muitos rapazes conquistados, aonde de quarta a sábado ainda se derramam litros de cerveja, se ginga, se arrasta e se suja para no dia seguinte a val, o douglas e o chagas limparem, polirem, encerarem e lustrarem tudo de novo. na noite de domingo a velha guarda do velho e tradicional clube carnavelesco abolicionista se reúne e o piso tem que estar mais que perfeito, só se pode entrar de sapato social, para não danificar o brilho do piso, e as nostalgias brilham por um momento e se ofuscam, depois se apagam para dar lugar à segunda-feira, que era o dia em que eu melhor podia trabalhar. de todos os que ajudaram, um especial agradecimento ao príntice dos anjos, presidente do clube, negro com nome de simbolista poeta pré-moderno, quem com gentileza e bom humor me deixou fazer essa loucura no seu clube e entendeu o trabalho melhor que muita gente, mesmo dizendo que não entendia pôrra nenhuma. agradeço ao diego e a marcia, começo e fim do trabalho sem começo nem fim, ao luis, ao thomas, à dani, à lottie, à lila, ao omar, à julia, ao helmut e à isaura, que servia spagueti a nós e aos músicos, quando ficávamos para ver os shows, carlos malta e os pifes modernos, songorocosongo, marcia cantando cumbia no bar semente, na lapa, depois da jornada, tanta gente, tanta mistura, tanta alegria de fazer esse trabalho que nem cabe agradecer e nem cabe explicação. e chega de escrever que esse é só um post e a instalação só durou uma única noite, memorável noite dedicada à yemanjá e ao omulú.
se em bogotá não se vê o mar, se em bogotá não se vê o mar…
pátio de la cuerda foi feito no começo de 2008 no piso do hall do segundo andar do edifício de artes da universidad nacional de colombia, em bogotá, com a ajuda de alguns estudantes, entre eles a incrível violeta, que logo depois veio ao brasil, e o camilo, irmão mellizo da marcia. o nome vem de uma expressão grega, e de eu ter ficado sabendo que os gregos usavam essa mesma técnica que eu usei - nesse trabalho e no desenho grande no caramelo da fau, pouco tempo antes - e que eles chamavam essa técnica de arte da corda para calcular geometria. a arte, ou a técnica, ou a geometria (para os gregos não havia a necessidade se separar tanto o pensamento) é bastante simples e muito usada na construção civil. consiste em esticar um barbante, devidamente untado de pó colorido, neste caso giz branco, encostar com cuidado a corda templada rente ao lugar onde se pretende fazer uma linha reta, então uma das duas pessoas, de uma das extremidades, levanta a corda e a solta, como num pizzicatto em violoncelo, e está marcada a linha reta, nítida e vibrante, uma maravilha. no méxico se compra uma manivela que já vem com a corda e um reservatório pra o pó, que pode ser pó xadrez, giz moído, pigmento, etc, lá existem em várias cores e se compra em qualquer loja de materiais de construção. nunca vi esse equipamento nem no brasil nem na colômbia, e quando eu for pro méxico, se kukulkán permitir, a primeira coisa que farei será procurar a tal manivela, que o omar me falou o nome mas já esqueci. o trabalho na nacional ficou bonito, criando um desenho fictício de baldosa inscrito neste retângulo quase quadrado dentro do pátio verde, o que lembrava também o material escolar, lousa e tiza. triangulei os quadrados usando linhas diagonais. dentro ficava cheio de pó de giz, criando uma opacidade e um movimento bonito de pó quando soprava o ar. como o piso era bem brilhante, e como havia muita luz, às vezes projetada direto da janela, às vezes refletida pelo próprio piso, tinha-se a impressão visual de que o pátio dentro do pátio fosse elevado, ótica ou virtualmente, uma coisa muito bonita, palco de ilusões idióticas, que convidava algumas pessoas a entrarem, o que obviamente deixava rastros de apagamento, pegadas, huellas, enfim, era um trabalho efêmero, como quase todos que eu faço. foi destruído antes do que eu previa por um grupo de meninas que usavam o espaço para treinar dança contemporânea. foi destruído numa quinta-feira sem eu saber, de uma maneira que poderia até ser visto como bonita, com as chicas guapas se alongando e treinando e se sujando. não me interessa ter o controle sobre as coisas que eu faço, posso até achar interessante o que aconteceu, mas o ato evidencia que mesmo num espaço público como a universidad nacional, todo espaço é disputado por interesses privados, daí o ponto interessante apesar da falta de comunicação, que me aborreceu um pouco. se elas tivessem falado comigo, que estava todos os dias alí, pediria para que elas o borrassem no dia seguinte, para que pudesse ser visto por pessoas que só poderiam vê-lo el viernes. mas não foi nenhum problema, apenas mais um conflito comum ao espaço contemporâneo.

no link abaixo, una muy buena e interesante matéria publicada en esferapublica poucos meses depois da realização desse trabalho: http://esferapublica.org/nfblog/?p=1356. nela vi que o danilo dueñas - um cara gente finíssima, artista colombiano que eu e a karina moreno temos como nosso preferido - montou em 91, junto con carlos salas y jaime iregui, un espacio auto gestionable chamado gaula. a matéria da época é curiosa y habla de un tiempo en que se pudo pensar el arte en libre y en conjunto, como dueñas soñaba: “Dueñas que es un romántico incurable dice que ahí se encuentran los ideales de los caballeros de antaño: amor, dignidad, fidelidad. Qué relación con ese espacio en 1991? Debe ser la primera adivinanza que formulan. Con todo e incertidumbres, lo que es verdad es que espacios de este tipo no había entre las galerías de Colombia. Y a los tres fundadores hay que creerles la fórmula está de moda cuando afirman que ahí se verán experiencias novedosas: habrá exposiciones que durarán un día (ya está prevista una de Gilles Charalambos) o una semana (es el caso de Víctor Robledo) al lado de las otras, individuales, que se rotarán cada cinco semanas. A cada artista que exponga, le piensan comprar una obra.“ Infelizmente as fotos que se via antes na página, em slideshow foram atualizadas e substituídas por imagens de trabalhos atuais de outro contexto, muito menos interessantes e que não tem nada a ver. antes se via as fotos de convidados a traçarem linhas no piso do lugar com a técnica esta que usei pra pensar e me divertir em bogotá 18 anos depois deles e milhares de anos depois dos gregos. “En estas fotos se puede apreciar a los artistas Miguel Angel Rojas, Rafael Echeverri, y los críticos Carolina Ponce de León y Eduardo Serrano trazar una línea de color sobre el suelo de Gaula -con una cuerda templada y untada de pigmento- en un evento colectivo en el que cerca de un centenar de miembros del medio artístico fueron invitados a dejar su línea en este espacio”. Dificil imaginar hoje essas pessoas juntas no desinteressado jogo de configurar um desenho abstrato.
pintura mais fundamental
que um chute a gol
com precisão
de flecha e folha seca
: não fabricar nenhum álbum de recordação (Não há belas imagens para serem capturadas)
como funciona a máquina fotográfica.
esta alguma coisa que está a meio caminho entre a cor de minha atmosfera típica e a ponta de minha realidade.
como no pedalar de iberê, pintura que mais parece um vôo, salto de um antigo trabalho já feito para um velho ainda por fazer. o piso de bogotá saiu do quarto que eu habitava em 2006 para desenrolar-se em diferentes lugares da capital de cundinamarca e depois viajar como um tapete voador para a capital de são paulo. hoje está enrolado no meu armário e tudo o que eu fiz de significativo depois da primeira instalação montada no meu quarto em teusaquillo foi em decorrencia dele, enquanto os trabalhos novos, ou velhos projetos, não se desenrolam. a trilogia bolero samba tango foi esboçada no final 2003, muito antes de eu sonhar em ir à bogotá; aliás, comecei a sonhar exatamente ali, quando montei num elevado circular da praça do relógio um trabalho totalmente novo e audacioso para mim, que até então me dedicava exclusivamente à pintura. a instalação era secreta e evidentemente dedicada à camila, artista colombiana que me fez sentir as duas luzes do bolero. em 2004 repeti a instalação, com a grande ajuda do meu grande amigo zoppi, que hoje está em edimburgo e que naquele mês veio de americana pra são paulo pra trabalharmos seu primeiro livro, que nunca foi publicado. eu estava então gostando da ligia, iluminadora de teatro que conheci na cinemateca. conquistei a ligia mas não pude deixar a obra instalada de maneira autônoma na praça durante uma ou mais semanas. durou uma única noite a instalação e o romance com a ligia durou o verão inteiro. em 2005 iria voltar a fazê-la como pretendia, mais a do samba, que seria no largo em frente ao cemitério da cardeal, e a do tango, que seria no pátio de trás da cinemateca brasileira. toda a burocracia e autorização estavam feitas, os amigos para ajudar já estavam escalados, o cronograma montado e o material arranjado, mas a decisão de ir estudar na colômbia me fez adiar tudo para dali a seis meses poder realizar melhor, com calma e com menos cansaço. acabei ficando um ano fora e quando voltei vi que o pátio antigo rodeado das ruínas da cinemateca, aonde eu havia projetado o trabalho do tango, tinha sido completamente reformado e coberto por um gramado novo e bonito que impossibilitava o trabalho. depois de um tempo desanimado encontrei então que o elevado pentagonal da decadente e ruinosa praça roosevelt seria o lugar perfeito para o tango, fui atrás da autorização da subprefeitura da sé e esbarrei neste detalhe e no detalhe da energia elétrica, que tinha sido um empecilho decisivo também na não realização do samba. o final de curso estava corrido e decidi que meu trabalho de graduação em artes plásticas, que a princípio deveria ser um projeto em pintura, se concentraria então somente nos trabalhos de pisos e que eu deixaria a trilogia para fazer com calma depois que me formasse. no final de 2007 apresentei uma grande exposição no piso do pátio caramelo, o ainda disposições, nome esse complicado de explicar mas que faz muito sentido dentro do conturbado processo de trabalho daquele ano. voltei pra colômbia por mais dois meses e lá fiz o pátio de la cuerda na universidad nacional. de volta ao brasil fiquei sem o emprego na instituição na qual trabalhei no ano anterior e onde prometiam me contratar. na falta de trabalho e de dinheiro preferi suspender mais uma vez o projeto; passei a me dedicar com mais frequência às conversas céticas com o daniel e à leitura de emil cioran, filósofo e literato romeno que descobri na colômbia, na casa da marcia, minha mulher, e que me acompanha até hoje (o cioran e a marcia mostraram ser meus companheiros inseparáveis, já que até o daniel está indo amanhã pra frança, segundo ele pra nunca mais voltar, como o fez cioran, que abandonou inclusive a língua romena para passar a escrever somente em francês). a trilogia de canções populares em espaços de circulação pública parece ser também uma companheira fiel, que caminha comigo cética e preguiçosamente sem pressa de se realizar. fracassada a possibilidade de dar aulas num projeto interessante da emia com os céus de são paulo (tínhamos ido juntos eu, o wallace e a klára entregar a papelada pra concorrer ao trabalho de professores e não fomos aceitos, o que por fim foi ótimo, pois do contrário não estaríamos agora no que estamos), já estava convencido de que não havia mais nada a fazer senão trabalhar de bar men (coisa que, entre outras, se precisar faço), quando soube que precisavam de um assistente no capacete, no rio de janeiro. escrevi pro helmut, marcamos uma entrevista num café da paulista e uma semana depois eu fui pra cidade maravilhosa com mala e cuia, inclusive a marcia, companheira inseparável, acabou largando as aulas que dava de espanhol para ir morar lá comigo. lá fiquei sete meses, fiz o trabalho aonde o rio e retornei de vez pra são paulo só no começo de abril. o plano era morar no copan, onde já está instalada a residência paulistana do capacete, e finalmente montar o trabalho do tango, que penso em chamar de transtango. a continuidade do trabalho no copan não foi possível por impossibilidade de pagamento, entre outros desajustes, o que foi uma pena, pois ali eu moraria do lado da roosevelt. a trilogia segue inacabada e em processo, um projeto simples e bonito que vem se transformando ao longo dos anos e para o qual eu não paro de pensar e de pesquisar para quem sabe quando conseguir realizar. há de ser antes que derrubem a grande estrutura de concreto construída durante a ditadura.
abaixo vão as imagens dos lugares e uma breve descrição do projeto, em espanhol. não me perguntem porque é que não tenho isso em português. em breve neste espaço:



postado em 9 do 9 do 9, dia em que se foram para o velho mundo sofia, elisa, daniel, igor e kaiser. o aeroporto estava lotado e o tal do mundo não se acabou (ainda).
soube hoje vou para o uruguay, para uma residência na fundación de arte contemporáneo - fac, em montevideo, com uma gente legal que está começando um programa de residências num dos espaços mais interessantes geridos autonomamente por artistas. na foto abaixo um frame do filme 25 watts, de juan pablo rabella e pablo stoll, filme que vou estudar e que propus como ponto de partida para o trabalho lá. o filme se passa num bairro de montevideo, com três personagens que não fazem pôrra nenhuma o dia inteiro. é muito bom, e o título se refere à uma ideia de 25 watts, como a minha, pouco brilhante. postei outra foto do filme bem acima, colada à uma da peça esperando godot, do becket, numa curiosa coincidência. a situação abaixo pode ser vista também como a de alguém mostrando uma novidade aos amigos, como eu agora, escrevendo aqui nesta página.
postado em 10 do 9 de 2009
ainda na surpresa e apreensão por viajar ao uruguay em vinte dias, saí pra caminhar com o wall pela cidade, onde íamos resolvendo coisas: pegar a mochila com computador que ele esqueceu na galeria milan na noite anterior (isso porque não tinha bebido quase nada), pegar umas calças que eu deixei pra costurar, deixar um rolo de negativos para revelar, passar numa empresa de papeis especiais para impressão para ganhar o catálogo, etc, etc. caminhando pela faria lima tivemos grandes idéias, coisas que esperamos poder fazer em breve. por fim fomos ao museu afro-brasileiro, no ibirapuera, pra ver as exposições do mestre didi, com as esculturas e totens místicos, e vídeos documentais que não deixam de ser transcendentais. tão empolgante quanto é a exposição do ivan cardoso no mesmo museu, com muita foto boa de muita gente incrível, amigos dele, alguns discos e alguns trabalhos em diferentes procedimentos. tem uma exposição especial com as fotos que ele fez do ídolo da minha adolescência, raul seixas, na época em que ele, ivan, trabalhava para a gravadora mgm. o cara é fóda. tem uma sequência do raul muito brega de cueca que é engraçadíssima, acho que da época do mata virgem. ivan com seu bom humor diz que um dia ainda vai tomar fotos do roberto carlos, mas que o difícil será convencer o rei a posar de cueca. já tinha visto exposição dele no mam do rio e ficado alucinado com suas fotos e a coerência do seu terrir, cheio de bom humor e de molho de tomate. vi ele no último festival do rio apresentando a cópia restaurada do segredo da múmia, reclamando que gastam uma fortuna para restaurar um filme que ele fez há mais de 30 anos e não dão nada pra ele fazer um filme novo, que ele quer filmar e não pode porque não consegue grana pra fazer filmes bons e baratos, (enquanto tanta porcaria pretensiosa e oportunista com financiamentos milionários - comentário meu). esta exposição recomendo vivamente a todos que estão em são paulo. saímos de lá e não pude deixar de comprar o livro ivampirismo, o cinema em pânico, mais o dvd nosferatus no brasil e heliolândia, três curtas sobre hélio oiticica, que pretendo mostrar pros uruguaios. o ivan é mais um desses caras da geração de artistas brasileiros que conheceu todo mundo e fez muitas coisas legais com muita gente interessante. aprendeu com o hélio a registrar e arquivar tudo, inclusive cartas, como se esperasse que o tempo desse a importância que ele sabe que as pessoas e os trabalhos da geração dele têm, apesar da marginalidade enquanto foram feitos. nossa geração pegou tudo pronto, um caminho de liberdade que eles conquistaram com muita consciência, romantismo e até heroísmo, um trabalho duro que eles fazem até hoje, enquanto nossa geração no conformismo nem sabe das gerações anteriores que construíram o que conhecemos como arte brasileira, que é internacional e que está na história da arte como a de nenhum outro país sulamericano está. a nossa, enquanto geração e maioria dos artistas, procura só as facilidades e sem responsabilidade nenhuma só se preocupa com as próprias carreiras, sem se entregar de corpo e alma ao trabalho, e assim estamos destruindo tudo o que foi construído para a liberdade, autonomia e experimentação que não se usa, por se preferir voltar a ser escravo das instituições e das vertigens do tempo sem nenhuma insatisfação. é muito triste e trágico, e sem a noção trágica nietzcheana de que fala o hélio. pelo contrário, é de um positivismo nojento. é fóda dizer isso, mas tenho uma puta inveja dessa geração, e da anterior também, por não pertencer a uma geração que os pudesse superar ou pelo menos dar continuidade ao trabalho e movimento de arte que eles propuseram, das mais incríveis maneiras, dando importância à poética individual de cada artista, com as características diferentes que o waltercio caldas diz ser uma saúde da arte brasileira, uma saúde conquistada, um terreno construído de maneira até pioneira que se perde no pluralismo estilístico fácil e barato, e nos modelos de carreiras artísticas. na nossa tem muita gente fazendo coisas boas, trocando, se ajudando e pensando enfim, mas nada comparado ao intercâmbio generoso que os artistas atuantes nas décadas de 60 e 70 praticaram, com criatividade e poesia eletrizantes, com frescor impressionante, ligando tudo e interferindo na cultura, tempo cinema corpo pintura musica arte como uma maneira de estar no mundo e recriá-lo. nossa geração, comparada à essa anterior, é muito cuzona, de um individualismo mesquinho e uma falta de inteligência crítica e histórica impressionantes. mas sem lamentos, vamos tocando que atrás vem bando.


postado em 21 do 9 de 2009
já que a elisa, diretamente da itália, fez um comentário dizendo que esta página é como uma auto-biografia crítica, então vou seguir agregando imagens de trabalhos antigos, assim fora de ordem cronológica, misturando com imagens que me gustam, que me piace, que me apetecem relacionar ao sabor do acaso e do pensamento. os trabalhos não são as imagens, essas são mera lembrança ou ilustração de algo físico que um dia existiu brevemente num tempo e num espaço, são, de qualquer maneira, algo com que se pode trabalhar e reorganizar de infinitas e livres maneiras. daí a razão de ser desta página. são também a minha vida e a forma crítica de minha atividade e meu pensamento, é uma reorganização viva e lembrança do que fui e sou, enfim, a elisa tem toda razão. elisa querida, também sinto muita saudade, a última imagem, acima, é um trabalho de 1967 do waltércio chamado vôo noturno. postei pensando em você viajando sobre o atlântico naquela noite de 9 de setembro.
convite que a maria e a mariana desenharam para uma festinha de despedida hoje à noite na república colombiana super bueno, casa delas e do felipe, onde antes também moraram outros colombianos como o diego, o santiago e a diana.



















































Maravilha!!!!
continue assim!
Danilo,
Esta otimo!!
Parabens… pegou geito no wordpress…
abraço Frado
Comentário por frado — 15 de setembro de 2009 @ 9:43
danilo, hoje achei na minha agenda o papelzinho onde tinha escrito o link pro seu blog.e entao aqui estou, lendo os seus posts, parecem uma especie de autobiografia critica e realmente gostei muito. continua escrevendo pra eu poder continuar a “te acompanhar”,
um beijo e muitas saudades
elisa
Comentário por elisa — 23 de setembro de 2009 @ 9:15
danilo, e ai! onde voce ta? ja chegou no uruguay? este silencio virtual no seu blog espero que seja um sinal reflexo e contrario de dias cheios de imagens,novidades, estimulos…um beijo grande, me mande umas fotos de montevideo!
Comentário por elisa — 6 de outubro de 2009 @ 5:58
Está muy chévere este blogui danilo, muy bonito. de dónde sacaste la musa (la mechuda, la marcinha)?
sigue haciendo cosas así de bonitas!!
Comentário por xiomara cabrera — 10 de outubro de 2009 @ 21:03